Mário Martins
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Enquanto a Nasa decidiu o regresso antecipado de quatro astronautas que integravam a missão Crew-11, por doença não divulgada de um dos seus membros, igualmente não identificado, coisa que nunca tinha acontecido desde o início das operações da Estação Espacial Internacional, há 25 anos;
Enquanto a Inteligência Artificial continua a fazer o seu caminho, gerando grandes expectativas e não menores temores, (o reputado neurocientista António Damásio, em entrevista ao Expresso – Revista de 26 de Dezembro de 2025 – acredita que “Há possibilidade de alguns desses organismos {máquinas com IA} se transformarem em organismos rebeldes e começarem a ter uma certa autonomia. E aí o futuro é perfeitamente aterrador. É previsível que isso possa acontecer. Depois, é imprevisível dizer quais seriam as consequências e qual o modo como seria possível controlar um tal desenvolvimento.”) Entretanto, se a maioria dos especialistas americanos estima que os efeitos da IA, nos próximos 20 anos, serão globalmente positivos, a grande maioria do público leigo norte-americano não acredita nesses efeitos positivos. Em Portugal, uma sondagem recente concluiu que a maioria dos inquiridos dispensa a IA e defende maior regulação, mas os autores da sondagem consideram que a atitude pode mudar rapidamente “à medida que a familiaridade com a tecnologia cresça e que os seus múltiplos efeitos se façam sentir.” (Expresso de 9 de Janeiro passado);
Enquanto, estatisticamente, se “lambem as feridas” dos incêndios do ano passado, concluindo que “2025 foi o segundo pior ano (o primeiro foi 2017, o ano da tragédia de Pedrógão) da década em área ardida”, destacando-se, “entre as causas mais frequentes detectadas, o incendiarismo/imputáveis (30%) e os reacendimentos (11%)”. Perante esta realidade persistente e o receio de retrocessos a nível nacional, a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais apelou para que, em 2026, haja um reforço do Programa Nacional de Acção, nomeadamente “se organize uma força rural especializada para apoiar o comando de incêndios complexos, a trabalhar 365 dias por ano ao serviço da floresta e da conservação da natureza. O Presidente da AGIF lembra que “um pequeno fogo se apaga com os pés e um grande incêndio com a cabeça.” (Expresso de 9 de Janeiro);
Enquanto, enfim, a “vidinha”, fora dos teatros de guerra, prossegue o curso do costume, as superpotências, de um modo e numa escala sem precedentes desde o fim da segunda guerra mundial, agem como se fossem donos do mundo, em nome do seu exclusivo e propalado interesse, ameaçando, invadindo, rapinando, desprezando a ONU e fazendo tábua rasa dos princípios laboriosamente edificados dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da soberania dos Estados. Se Putin e a actual clique dirigente do Kremlin, não têm perdão pela invasão e destruição da Ucrânia, as recentes acções arbitrárias de Trump e do seu séquito de doutrinadores do Maga, “absolvem” o urso russo.
Eis-nos, enfim, chegados à nova “ordem” internacional. Doravante, cada país “soberano” terá de conformar-se com os ditames das potências hegemónicas, sob pena de o frio da lâmina económica ou militar, forçar o seu alinhamento. Como, há uns tempos, alguém afirmou na televisão, o interesse geopolítico das superpotências sobrepõe-se a tudo, o resto é cascalho…
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