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01/11/26

OS LABORATÓRIOS DA GUERRA

Manuel Joaquim


Micrografias electrónicas de SARS-CoV-2 (a amarelo)  
       a emergir de células humanas (coloração digital)


Há vários anos que a Rússia denuncia e propôs ao Conselho de Segurança das Nações Unidas apreciar a existência de biolaboratórios na Ucrânia onde são desenvolvidas armas biológicas.

Os EUA não confirmaram nem desmentiram a sua existência. Esses laboratórios terão sido instalados, financiados e dirigidos pelos EUA. A China também se manifestou sobre o assunto acusando os EUA de manterem 336 biolaboratórios em 30 países, nomeadamente na Ucrânia, pedindo que sejam divulgadas informações clarificadoras. O porta-voz do ministério das relações exteriores chinês, afirmou que os laboratórios instalados na Ucrânia são a ponta do iceberg de tamanha rede. Eram os EUA quem financiava pesquisas com patogénicos no Instituto de Virologia de Wuhan, na China, até hoje envolto na polémica sobre a origem do SARD Cov 2 que tanto mal fez ao mundo.

Esses laboratórios, com toda a certeza de que pretendem testar as suas investigações. As armas químicas e biológicas são desenvolvidas para serem utilizadas na guerra, seja esta fria (hibrida) ou quente.

O Vietname sofreu durante a guerra que lhe foi imposta pelos EUA o napalm, o agente amarelo (ou laranja) que provocava a destruição das colheitas e altamente tóxico e outros produtos venenosos.

Cuba também sofreu durante certo tempo a destruição da cultura da cana-de-açúcar com produtos da mesma natureza.

Vem isto a propósito do surto de Ébola, febre hemorrágica que afecta os humanos e os primatas, ter começado em 15 de Maio passado na República Democrática do Congo e no Uganda. O vírus terá chegado ao Quénia em 6 de Outubro deste mês e provocou a morte de uma pessoa. As autoridades do Uganda anunciaram em 28 de Julho que o surto teria terminado.

Quando se começou a falar do problema da sida, já lá vão uns bons anos, houve quem tivesse denunciado que o vírus terá sido disseminado em locais pobres dos EUA e em locais onde existiam cadeias, em resultado de experiências laboratoriais em troca de benefícios. Em África, foi Moçambique quem teve um número muito elevado de pessoas contaminadas com a sida.

Sabemos que a actividade dos laboratórios farmacêuticos é tão ou mais rendosa que a indústria militar e não é tão escrutinada. O ébola que está em África não será resultado dos biolaboratórios espalhados pelo mundo?

E como estamos em guerra, utilizando armas cada vez mais sofisticadas e poderosas desenvolvidas com inteligência irracional ao serviço dos interesses em presença, deparamos com uma luta tremenda pela disponibilização de sistemas de satélite para defesa e ataque militar. O sistema americano que é conhecido por starlink, de Elon Musk, com versão militar chamada starshield, tem mais de 5000 satélites em órbita. A Ucrânia disse dias atrás que o sistema disponibilizado deixou de funcionar convenientemente deixando de ter condições de defesa e acusou os EUA de estar a perturbar o seu funcionamento. Tanto Trump como Elon Musk disseram que não mas com notícias contraditórias. Curiosamente quase ninguém fala do sistema russo Rassvet que já está em funcionamento e que provavelmente está a interferir no Starlink. Entretanto a China já anunciou que o seu sistema terá mais de 30000 satélites a funcionar até 2030.

Com as novas negociações que vão começar daqui a alguns dias vamos caminhar para a paz ou para mais guerra? Portugal faz parte de uma lista de países publicada pela Rússia de estarem a participar directamente na guerra. Ontem, uma fábrica de material de guerra na Espanha, que fornece material para a Ucrânia explodiu. Esperemos que a guerra termine rapidamente. Alguns, também por cá, não querem que termine por estarem a ganhar muito dinheiro com ela.

A guerra também se reflete na comunicação dita social. E como esta é dominada pelos poderosos sabemos para onde correm as águas. Alguns personagens  estão permanentemente nos jornais e nos écrans de todos os canais das televisões a debitarem o que dizem os manuais de instruções que receberam para condicionar o pensamento das pessoas. Outros não têm acesso a esses meios, não podendo divulgar as suas posições.

O Jornal de Notícias, de 22 de Outubro passado, divulgou os números apresentados pela  Entidade das Contas e Financiamento Político das contas da campanha eleitoral das presidenciais. O presidente do Chega gastou 3,7 milhões de euros na campanha eleitoral, o triplo dos 1,2 milhões gastos pelo vencedor. Por isso percebe-se a existência de tantos cartazes com a fotografia do primeiro. Na América só concorre quem tem muito muito dinheiro. Portugal vai pelo mesmo caminho se as pessoas o permitirem.

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