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01/09/26

POESIA

Helena Serôdio



 

ROTA INCERTA

Não sei quem sou,
Nem donde vim,
Não sei se fico,
Não sei se vou...
Um barco trouxe-me um dia
Dos extremos confins do mar..
O mesmo barco, decerto,
Um dia me há-de levar.
O meu barco anda perdido,
Sem saber onde aportar,
Não tem rumo definido,
Nem leme para o guiar...
Não sei, por isso, em que mar
O meu destino navega,
Nem qual o porto de abrigo
Que poderá escalar...
O meu barco é vagabundo,
Não sei aonde me leva
Nem sei se irá naufragar!..

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