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01/09/26

PEQUENOS GRANDES

Mário Martins


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Tal como os homens, os países não se medem aos palmos.

É, de facto, deveras surpreendente e inesperada a resistência arrogante da ditadura religiosa iraniana ao colosso americano, que já havia claudicado no Vietname e no Afeganistão.

Como é o desafio do partido religioso armado, no Líbano, à potência militar e pária nuclear sionista.

E o mesmo poderíamos dizer do partido religioso, outrora financiado, entre outros, por Israel, numa Gaza reduzida a cinzas.

E o que dizer do líder ucraniano, que preferiu, ao “táxi”, apelar à resistência nacional contra a invasão da superpotência militar russa, que já havia sido derrotada no Afeganistão?

É verdade que a guerra é uma constante da história humana (como são, aliás, os tempos de paz nos seus intervalos), mas nem por isso deixa de ser dolorosa para os que, de uma maneira ou doutra lhes sofrem as consequências.

O palco político mundial é dominado por três governos rivais: um errático “Tio Sam”, que considera o hemisfério ocidental a sua “quinta”; um “Urso” imperial; e um “Império do Meio” voltado para fora. A União Europeia, cuja fraqueza é tantas vezes salientada, com a sua diversidade cultural e linguística bem funda, e objectivos contraditórios, é incomparável a governos de unidade nacional.

A Natureza autoriza a guerra, o assassínio, a predação e a violência em geral, contra a nossa melhor moral. Contradição grave, mas sobretudo incompreensível.

                         

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