Helena SerôdioQUANDO...Quando te vi surgir, qual sol ardente,Envolvido num halo deslumbrante,Quando tive na alma a luz frementeDa chama dos teus beijos, triunfante;Quando te pressenti todo trementeDe ternura e carinho suplicante,E teus lábios, num beijo que não mente,Tocaram minha boca insinuante;E quando, enfim, trouxeres a eternidadeE tornares imortal a naturezaDas minhas ilusões sem realidade,Viverei este amor que me dominaVencerei as barreiras da incerteza,Terei, então, cumprido a minha sina!
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