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01/04/26

LONGO INVERNO

Mário Martins

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Saudemos a chegada da Primavera O General Inverno parece ter subido de posto.

Cheias e ventos catastróficos inabituais neste “Jardim da Europa à beira-mar plantado”.

Desconfiemos da promessa política de que nada ficará como dantes. Oito anos depois do trágico incêndio de Pedrógão registou-se a segunda maior área ardida dos últimos dez anos. 

Na Ladainha dos Póstumos Natais de David Mourão Ferreira “Há-de vir um Natal e será o primeiro em que veja à mesa o meu lugar vazio Há-de vir um Natal e será o primeiro em que hão-de me lembrar de modo menos nítido Há-de vir um Natal e será o primeiro em que só uma voz me evoque a sós consigo” E Marguerite Yourcenar, no seu livro "O Tempo Esse Grande Escultor", escreve que “No dia em que uma estátua é acabada, começa, de certo modo, a sua vida. Fechou-se a primeira fase, em que, pela mão do escultor, ela passou de bloco a forma humana; numa outra fase, ao correr dos séculos, irão alternar-se a adoração, a admiração, o amor, o desprezo ou a indiferença, em graus sucessivos de erosão e desgaste, até chegar, pouco a pouco, ao estado de mineral informe a que o seu escultor a tinha arrancado." E acrescenta “Já não temos hoje, todos o sabemos, uma única estátua grega tal como a conheceram os seus contemporâneos.» 

A Arte coisa de minorias não pode almejar mudar o mundo. O povo vai atrás da última novidade tecnológica ou do primeiro demagogo que acenda o rastilho.

As feridas das tragédias são lavadas melhor ou pior pelo curso do tempo Como na metáfora de Yourcenar a dor transforma-se e a vida prossegue.

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